sábado, 27 de junho de 2015

Hoje quando acordei, em uma bela manhã ensolarada de inverno, amaldiçoei tamanha luz. A claridade me incomodou e todas as cores não fizeram nenhum sentido. Me vesti toda de preto. Logo eu, que amo as cores, as flores. Me vesti transparecendo o que estava sentindo por dentro. Me vesti pro seu enterro. Pra exumação do seu corpo e pra extinção da sua vida em mim. Seu corpo, sua vida. Ambos tão nítidos e vigorosos em minhas lembranças, e de repente, enfim, tiveram uma morte súbita. Morreram. Me vesti toda de preto, pra afastar teu fantasma e celebrar teu luto. A partir de então, está consumado, tudo o que deveras sentia está devidamente enterrado. Amanhã, quando um novo dia nascer, eu me vestirei de flores. O sol vai brilhar, amarei a luz. Você não passará de uma doce lápide q quem prestei um curto momento de luto. E estará para sempre enterrado no cemitério dos amores mal vividos.

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