quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Um grito silencioso está entalado em mim Ele se manifesta em uma vontade súbita e intensa de agir, de fazer... explodir em algo, que eu não sei denominar Vai além do físico Vem de dentro, vem da alma Alma que suplica por algo que preencha seus vazios. Daí surge a inveja Sentimento mesquinho que admito sentir, pela profunda admiração Inveja de poetas, pintores, músicos Toda forma de arte e expressão cultural revela na minha alma o grito, o manifesto, o agir, o fazer, o explodir, a inveja!!!!!!! Por querer mergulhar e me afogar em tanta beleza Por querer externar o que está vivo E GRITANDO em mim O que está vivo e sufocado

domingo, 17 de novembro de 2013

Sabe o que eu acho? Eu acho que nós perdemos muito tempo na vida. Perdemos tempo sofrendo desnecessariamente por quem não nos quer, e fechamos nossos olhos pra tanta coisa legal que tem a nossa volta. Perdemos tempo não vivendo amores que poderiam ser bons, poderiam ser ótimos, poderia até ser aquele amor arrebatador que sempre sonhamos.

Se você soubesse…

Se você soubesse… se soubesse o quanto dói cada vez que tento ter uma migalha do seu amor… se soubesse o quanto dói quando você começa a alimentar minhas idealizações e depois me deixa como uma miserável fomenta e sedenta por um pouco mais de ti… Cansei. Não quero mais viver de ilusão. Ou me queira ou vá embora!!! Me engula, me sufoque, me agarre e não solte mais. Ou simplesmente suma. É tudo ou nada. Cansei da angústia do seu quase. Não moverei mais uma palha, nem mais um centímetro. É com você… se tivesse que ter sido, já teria sido. Eu não mereço essa dor. E se tiver que ser, um dia vai ser. Não vou mais me torturar. Acabou!
Às vezes me desconheço. Me arruíno, me perco. Entro em caminhos desconhecidos, trilhas tortuosas que me torturam, me arruínam, me abatem e me fazem ser quem não sou. Me levam a fazer o que não faço, pensar o que não penso. Sinto-me perdida, invadida, desgraçada e envolvida por uma desorientação fora do meu comum, sem saber o que fazer, o que sentir, o que falar, pra onde ir. Entretanto, o às vezes não é sempre, ele passa. Parece tudo, mas vira nada. Vira lembrança, observação. Vira advertência para não se repetir. Vira espanto por ver como somos inconstantes e por mais autoconfiante que sejamos, não temos controle nenhum de absolutamente nada! Uma enxurrada de hormônios nos invade e se a quantidade de chocolate ingerida não for o suficiente para apaziguar os tantos sentimentos e pensamentos que nos invade, os resultados podem ser traumáticos, ou talvez nem tanto.
Coração apertado. Mente tranquila. Dizer que não dói é cometer o mesmo cinismo que me machucou. Dói, sim, pelo pleno desperdício. 01:17. Chove lá fora e chove aqui dentro. Dentro de mim.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Por mais que tudo diga que não, meu coração é teimoso e insiste em dizer que sim. Que todas as suas imperfeições estrondosas escondem algo belo no fundo do seu ser… que eu não consigo ver, mas posso sentir. Tolice é o nome disso. Culpa dessa minha alma insaciável que quer me levar pro fundo do abismo. Abismo que é tão nítido quanto um lago cristalino e intocado, em que posso ver exatamente o futuro repetindo o passado…..

sábado, 17 de agosto de 2013

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=26671#ixzz2c0rIKcP3
Estou me sentindo vazia hoje. Os motivos que me alegravam ontem, hoje já não me alegram mais. É um daqueles dias em que nada parece me fazer feliz. As alegrias do passado já não me alimentam, o presente não me satisfaz e do futuro nada espero. Simplesmente cansada de todos, que estão absolutamente afundados em seu egocentrismo… “Pessoas lotadas, de palavras vazias.”
Mais uma vez me deixo levar… Me levar por pensamentos que vão além, além da realidade e além dos fatos. Passado, presente e futuro são um só. Na verdade não são. Eles se confundem, se difundem… pois já não sei em que acreditar, em como agir. Porque toda vez é como se fosse a primeira e nada importa mais. Me rendo a escrever sobre algo que não é concreto e talvez não se concretize, e morro por não ter essa certeza. Mais uma decepção ou mais um amor? Só o tempo pode dizer… Não renego e nem me rendo, estou mais livre e consciente do que nunca. E não direi que dessa vez vai dar pé, e mesmo se não der eu sei que o futuro me trará presentes tão bonitos como esse que ele me trouxe agora.

domingo, 30 de junho de 2013

Tudo oque me resta é uma sucessão de copos de qualquer bebida amarga que me traga uma falsa sensação de alegria. Tudo oque me sobra é um buraco dolorido que não me deixa esquecer de tudo que eu nunca achei. E dói. Cada vez mais, cada dia mais.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Depois que levantei, finquei os pés no chão e nunca mais caí. Se haverão outros tombos, não sei, mas conhecer o caminho e me livrar de alguns está sendo ótimo. O caminho está claro, os obstáculos já não me afligem, ando sem pressa e finalmente sei aonde quero chegar. Harmonia. As feridas já cicatrizaram e são quase invisíveis. Praticamente não me lembro que existiram. Deixo elas ali, quietinhas, e dou risada das topadas que as provocaram. Assim tá bom. Assim tá ótimo.
Entram, sentam em silêncio, olham pro nada, fecham os olhos, lêem seus livros, mechem em seus celulares, escutam músicas. Rostos vazios. Meu parque de diversão. Gosto de brincar. Adivinhar, supor. De onde vieram, pra onde estão indo, o que estão pensando, o que já viveram até ali, o quando mais irão viver… Vidas. Sinto vontade de dizer um olá e perguntar se estão bem. “Por que ninguém nunca o faz?!”, penso. Divido um pequeno espaço com estranhos. Se dividimos até o mesmo ar por que não podemos dividir a dor, ou a alegria? Imagino como deve ser ruim segurar uma dor no peito por horas e não poder chorar. Ou uma alegria muito alegre e não poder sorrir. Todos ridiculamente com medo do ridículo. Se ao menos compartilhássemos… assim a dor sessaria um pouco, e a alegria se multiplicaria um muito. Assim aqueles agoniantes poucos metros quadrados se expandiriam. Mas não o fazemos. Fim da viajem. Fim da brincadeira.