quinta-feira, 12 de abril de 2012

Meus sentimentos eclodem por cada poro do meu corpo, explodem em cada sentido, se exarcebam a cada palavra, transpiram por cada milimetro da minha pele. A cada ouvir, a cada tocar, a cada olhar, eles simplesmente dominam tudo, de ponta a ponta. E a paixão, ah, a paixão!!! Ela é incontrolável. Me domina, me possui e me controla de uma forma inexplicavél. O toque dela em mim é irreversível. Desde a plantação da semente até o momento em que ela brota, ela parece querer me empurrar constantemente para um abismo. Abismo que eu não quero pular porque tenho pavor e medo, mas quero mais que qualquer outra coisa pular. Me jogar, voar! Mas pular de um abismo não é nem um pouco fácil. É extremamente desafiador e requer uma coragem imensa. Ao mesmo tempo que eu posso ir de encontro para um abraço ao mar azul, limpido e infinito, eu posso por um descuido, por acaso ou por destino ir de encontro as pedras rochosas que se encontram a beira dele. Sentir dor, sangrar, desiludir, sofrer. Tanta tristeza pareada a tanta coisa boa. É uma injustiça indefinível. Mas é um risco que preciso correr. Correr e me jogar. Me dopar de coragem e pular o mais longe possível para encontrar o magestoso mar. Mas sem fazer força, pois ando aprendendo que os pulos mais altos são os naturais, involuntários…

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