quinta-feira, 22 de novembro de 2012
É extremamente difícil não se contaminar nesse mundo onde as pessoas estão a cada dia mais maldosas. Aprendi a não me corromper e me tornar um deles. Porém me contamino exclusivamente com dor, todos os dias. Sou contaminada por dentro, pouco a pouco, sentindo uma espécie de espetada dolorosa no meu coração. Ações de pessoas pequenas de espírito injetando em mim tristeza, indignação, incompreensão... Incompreensão minha, que é incompreensível, já que por mais que eu esteja calejada, cada tapa que levo na cara me machuca como se fosse o primeiro. Cada vez percebo que o único ser humano que posso confiar nesse plano terreste é aquele que vejo quando olho no espelho. Os outros, são apenas ilusões. Ilusões de amizade, confiança, familiaridade. Nada passa batido ao toque da discórdia, da fofoca, do menosprezo.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
No dia 14/11/94 às 22:21, nascia Dayane Evangelista Carvalho, com 2,500kg e 49 cm. Seu nome foi escolhido em homenagem a princesa Daiana . Logo que a vi no berçário pensei neste nome pois até ver seu rostinho ainda não tinha escolhido nenhum nome, nem ao menos sabia se era menina ou menino, muito apressada, nasceu 1 mês antes do previsto. Mas veio linda e com saúde porém muito pequena, mas tão pequena que o cotonete nem entrava no buraquinho do nariz, não dava conta de tomar todo leite materno e eu tinha que doar pra outras crianças. Os primeiros cuidados quem prestou foi sua vó Terezinha , que aliás sempre foi meu braço direito, conselheira e referência de como ser mãe e mulher de fibra. Depois Dayane foi crescendo, linda e inteligente, aprendeu a ler e escrever com 5 anos de idade. Seu avô Raimundo, que hoje já esta nos braços de Deus, a chamava de ossinho pois sempre foi magrinha na infância. Seus avós Adenir e Julia, que também já se foram, por morarem distante não tinham muito contato mas nem por isso a amavam menos. Sua avó Julia, toda vez que a via , ficava admirada com sua meiguice e educação. Menina inteligente, nunca repetiu de série na escola e sempre tirou notas boas, meio preguiçosa pra estudar, mas acho que nesse ponto puxou ao pai, que mesmo sem estudar muito consegue notas boas. Este ano esta cursando o 1° ano do ensino médio, caminhando pro 2° ano. Foi presenteada por Deus com dois irmãos, Lucas e Ivani, e , no ano de seu aniversário de 15 anos ganhou mais um presente de Deus, mais um irmãozinho ou irmãzinha, fruto da união de seu pai José Augusto com sua madrasta Daniela. Bom, apesar de rebeldias e alguns vacilos comuns da adolescência, é uma menina tranquila e centrada, já sabe o que quer para sua vida. Sua palavra predileta é “esqueci”. Esquece todos os afazeres domésticos. Pra você minha filha primogênita e querida, felicidades. E que você trilhe seu caminho nos passos de Jesus, que te protege e te livra de todo mal. Te amo pra sempre. Minha princesa Dayane. E nunca se esqueça da palavra que Deus te mandou no dia do seu aniversário: Eclesiástes 12:1.
Adriana de Souza Evangelista, 14 de novembro de 2009.
domingo, 8 de julho de 2012
Sempre que meu coração aperta uma pergunta não para de se repetir na minha cabeça: Porque você veio? Eu estava tão bem, me amando acima de tudo, com uma auto estima inabalável. Apesar dos problemas eu estava feliz e acreditando na vida, no futuro, no amor. Aí você veio. Veio como um complemento da felicidade, e confesso que você foi. Eu não quis que fosse e apesar disso lutei em vão. Desde o início eu já previa o fim e por mais que me fizesse bem, algo sempre me alertou que o bem ia se reverter em mal. Mas quem é que controla as emoções? Por toda a minha vida eu achei que as controlava, sempre fui uma dominadora da teoria e na prática nunca deixei a desejar. Nunca faltou racionalidade nos meus relacionamentos e quando a razão está na medida certa, a emoção não machuca. Você foi diferente pois me despertou. Fez eu olhar pro avesso da minha alma e analisar cada detalhe. Me fez perder a medida da razão. Me fez querer ser diferente, me permitir. Agora você se foi e levou contigo a parcela de felicidade que te pertencia. E deixou tristeza no lugar. Tristeza não só por ir, mas sim por deixar meu ego totalmente ferido. Todas as convicções que eram intactas antes de te conhecer se perderam no ar. E é estranho a sensação de não saber mais quem se é, não saber mais como agir e ver que tudo em que acreditamos é falho. É desconsertante se permitir e acabar frustada dessa maneira. Eu não precisava disso. Não precisava ter que catar cada caquinho do meu coração e reconstruí-lo, não precisava estar me achando esse nada, a pessoa mais falha, incapaz e mais imbecíl do mundo. Então pra que você veio? Perguntei isso incessante vezes e a resposta veio mais rápido do que eu pensava. Não é injustiça divida, porque Ele faz tudo certo. Todas as coisas nos acontecem por uma razão, e a sua breve vinda foi fundamental na minha vida. Os muros sólidos do meu castelo precisavam ser desestruturados. Era necessário conhecer o outro lado do jogo, ter um choque de realidade. Saber amar e saber sofrer. Aprender a lidar com as pessoas e a lidar com a dor. Enfim, sou muito grata por isso!!! Não importa o tamanho das situações e suas proporções, o importante é extrair lições com cada uma delas, e assim construir nossa maturidade. Esse é o caminho da vida.
Tão ruim ficar longe de quem se gosta. O coração aperta, a vontade transborda. Mil coisas passam pela mente do apaixonado. Paixão dá uma insegurança… Mas a distância as vezes é bom. Na verdade, distância é fundamental. Com ela vemos o nível de interesse da pessoa que desejamos, e como já diz uma velha frase: “Quem não te procura, não sente a sua falta”. Com a distância temos tempo pra digerir todas as palavras de amor, todos os carinhos e beijos, e conseguimos ver que aquela pessoa não tem nada que outra não tenha e ela não faz nada que outra já não tenha feito ou possa fazer. Dá tempo de respirar, sobra tempo pra analisar se todo esse querer vale a pena. E o mais importante: Dá tempo de desiludir, conter a carência. Ilusão e carência são duas armas destrutivas! E pra conseguir enxergar tantas coisas é preciso ser forte, é preciso ir contra as malditas emoções e deixar a razão prevalecer. Ser racional é a chave pra felicidade amorosa e é o analgésico das paixonites que cismam em nos perseguir.
domingo, 6 de maio de 2012
Tenho muitos defeitos, procuro melhorá-los, mas e quando o nosso defeito é o amor? O meu mal é amar demais, botar meu amor como prioridade em tudo, é depositar confiança demais nas pessoas. Mesmo sabendo o quão ruim elas podem ser, eu sempre fecho os olhos pro lado negativo, pra sua maldade, para as coisas que tirem sua beleza. Enxergo sempre o lado bom, e vejo as pessoas apenas com o melhor que elas podem ser. E assim vou colecionando decepções, uma atrás da outra, enchendo esse depósito que fica do lado esquerdo do meu peito de dores, fazendo minha alma transbordar pelos olhos, inundando de lágrimas.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Nessa minha mínima jornada por essa vida me fez aprender diversas coisas. Mas desde que a vida se apresentou pra mim de forma verdadeira, quando eu despertei do meu sonho de criança e conheci a realidade, compreendi Deus e o amor... foi ai que senti que a minha jornada começou de verdade. É claro que o pouco que eu conheço não me torna de forma alguma melhor que ninguém e nem a sabe-tudo, porque na verdade o que eu conheço é muito pouco diante de um infinito de sabedorias, que mesmo que eu tanto procure, já me conformei que nunca terei. Terei sim um dia, talvez, quando eu for morar com Deus... mas isso já é outro assunto. Mas o que tem me feito pensar ultimamente é sobre o comportamento das pessoas. O que antes me trazia um turbilhão de sentimentos ruins e me atingia diretamente e de forma negativa, hoje consigo olhar, observar, ao invés de me envolver. Isso é bom, é ótimo! Aprendi a ser mais tolerante. A sorrir verdadeiramente ao ter que lidar com os falsos sorrisos alheios. A achar graça de piadas irônicas a meu respeito de pessoas que precisam de uma ínfima auto afirmação. A tentar ser a melhor pessoa possível com pessoas que são as piores possíveis tanto comigo como com todo o resto. A aceitar que (dps termino)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Meus sentimentos eclodem por cada poro do meu corpo, explodem em cada sentido, se exarcebam a cada palavra, transpiram por cada milimetro da minha pele. A cada ouvir, a cada tocar, a cada olhar, eles simplesmente dominam tudo, de ponta a ponta. E a paixão, ah, a paixão!!! Ela é incontrolável. Me domina, me possui e me controla de uma forma inexplicavél. O toque dela em mim é irreversível. Desde a plantação da semente até o momento em que ela brota, ela parece querer me empurrar constantemente para um abismo. Abismo que eu não quero pular porque tenho pavor e medo, mas quero mais que qualquer outra coisa pular. Me jogar, voar! Mas pular de um abismo não é nem um pouco fácil. É extremamente desafiador e requer uma coragem imensa. Ao mesmo tempo que eu posso ir de encontro para um abraço ao mar azul, limpido e infinito, eu posso por um descuido, por acaso ou por destino ir de encontro as pedras rochosas que se encontram a beira dele. Sentir dor, sangrar, desiludir, sofrer. Tanta tristeza pareada a tanta coisa boa. É uma injustiça indefinível. Mas é um risco que preciso correr. Correr e me jogar. Me dopar de coragem e pular o mais longe possível para encontrar o magestoso mar. Mas sem fazer força, pois ando aprendendo que os pulos mais altos são os naturais, involuntários…
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