segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Já li muitos livros. Poetas que emprestam sua sensibilidade e me ajudam a ver a vida de forma metafórica e bela. Pensadores que me esclarecem a vida e o universo. Sei de tudo, onde começa o ponto e seu devido lugar. Mas nada, nada que eu leia e aprenda é capaz de explicar a misteriosa atração que sinto por alguém, não um alguém qualquer, mas um alguém entre milhares, que desperta um calor repentino que floresce no fundo da alma. Não adianta saber. Caminho rumo ao retrocesso, viro criança novamente, e apenas quero possuir o outro e ser possuída, como a criança que vê o mar pela primeira vez e corre, sem medo. Mas tenho medo. Não compreendo, não me rendo ao crescente desejo que se alastra pelo silencio. O querer tão raro e misterioso, que me entope e dilata. Não se tem o que fazer. Ninguém te ensina, ninguém realmente sabe. Só se vive, e se segue da mesma maneira no mesmo mundo mesmo sabendo que por dentro não sou a mesma, porque agora tem desejo.
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