quarta-feira, 22 de julho de 2015
Eu não quero mais.
Não quero mais. Não quero te usar como alimento das minhas dependências emocionais. Não quero mais conviver com essa penosa, deprimente e patética necessidade de você nesses quase 3 meses. Minha necessidade e a saudade, que apertou meu peito e me fez de mandar uma descontextualizada mensagem expondo esse sentimento ilusório, não é de você, e sim do ser criado por mim mesma, ser utópico e existente apenas dentro da minha imaginação e expectativas. Tivemos um breve 1 mês. 30 e poucos dias de "convivência", encontros, sexo, troca de mensagens, ligações, cuidados e carinho. Umas escassas 5 semanas de acertos e erros, onde me entreguei, fui eu mesma e também fui quem não sou. Fui um alguém que supunha que tinha algo com você. Nos últimos quase 3 meses seguidos a partir início dos nossos desentendimentos, apenas 1 encontro aconteceu. Encontro seco, amargo, distante. Onde estava ali mais pra me impor do que pra me entregar. Seguidos por intermináveis dias relutando pra te esquecer, esperançosa por um encontro, buscando não te buscar, procurando uma forma, uma alternativa de não te querer. Eu me doei, fui sincera, te quis de verdade. Projetei em você o que eu sentia. Você só queria sexo sem compromisso. Foi oportunista na minha entrega, na minha ingenuidade, na abertura do meu lar. Disse de forma legítima e com todas as letras possíveis onde qualquer cego poderia ler que não queria se entregar, que não queria compromisso. Eu me fiz de forte, disse que isso também não era do meu interesse. Menti. Eu queria sim, um compromisso com aquele ser, que até então e dentro das minhas projeções e expectativas, era o que eu queria pra mim. E mais doloroso que isso foi a sensação de objetificação. Ser usada para um "fast-fode", coisa que eu acho tão repugnante e está impregnado no comportamento atual das pessoas (Ou será que as coisas sempre foram assim?). Enfim, meu sonho de ontem e o desalinho de hoje, pior, o texto que está sendo escrito agora e todos os outros que escrevi, estão sendo escritos para alguém que não existe, para algo que nunca aconteceu. 3 meses de perda de tempo e desperdício de tempo, pensamento, sentimento e preciosa energia posterior a 1 mês de ilusão, de um falso "amor", vivido só por mim. Vivemos assim, nos enganando, nos sabotando. Está nas nossas mãos o poder de se livrar desses sentimentos que se equiparam a amarras, que pesam como correntes. E a partir de agora, eu não quero mais. Eu me apodero de mim.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Finalmente posso dizer que o dia chegou. Tão esperado dia. Triste dia. Não sinto mais nada por você. Você não passa de uma lembrança de desejos, medos e erros. Não te quero mais. Tu não me angustias mais. Minhas pernas não tremem, as borboletas não mais voam. A indiferença que nos trouxe até aqui se instalou no meu ser. Teu nome não me faz sentido, não me faz sentir. É bom. Não sinto mais aquela sufocante sensação do querer e não ter. É ruim. Pensar em tudo o que poderíamos ter sido e não fomos, tudo o que fomos e deixamos morrer. É ruim ver que perdemos algo que nunca nos pertenceu, e que, talvez, seria lindo. Minha nova batalha será não pensar nos "e se", e nos "talvez". Batalha menos dolorosa, que é facilmente anestesiada pela falta de expressão mútua. Eu consegui sim, superar você. Eu vou evitar a chegada e o desejo e a tristeza pelo que foi perdido. Só não vou perder minha vontade de amar. Não vou deixar de lembrar das minhas frustrantes tentativas de possuir um amor, um bem, um chamego pra chamar de meu, só meu. É horrível ter tanto amor e não compartilhar. Me visto dele, mas vamos combinar: Amar em par é lindo. Aprecio essa beleza aqui, do meu canto, e espero ela chegar a mim. Ela vai chegar, eu sei...
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