Ei, você! Você ai! Com suas garotas perfeitas, no seu país das maravilhas do qual eu não faço parte e aonde nem existem lembranças minhas. É, você mesmo. Você que adora uma aparência perfeitinha, que se amarra em um status. Queria que você soubesse de quantas vezes enquanto eu dormia você já esteve nos meus sonhos. Não faz ideia do quanto já pensei em você, já imaginei um milhão de possibilidades, já criei vários mundos da minha imaginação aonde eu era alguém pra você. Não faz ideia do quanto eu já quis ter fôlego pra dizer mais do que um oi, ou fôlego apenas para conseguir dizer um. Você não sabe o quanto meu coração já disparou e meu corpo todo estremeceu por apenas te ver. Não sabe como sua indiferença me fez mal. Não sabe o quanto eu te desejei, te quis. Não foi amor, não foi paixão. A definição para isso pode ser “cisma”. Eu simplesmente cismei com você. Dentre vários caras foi você que eu quis. Foi você que eu imaginei do meu lado, me dando carinho, amor… Odiei te achar tão perfeito, porque sempre soube que você está longe de ser. Tive consciência até dos seus defeitos, mas minha cisma foi tão grande que eles se tornaram nada pra mim. Eu realmente senti que você era o cara certo pra mim. Talvez eu só não tinha ninguém melhor pra cismar. Mas a verdade é que eu lutei pra parar de lembrar de você e te esquecer, do mesmo jeito que você me esqueceu (Na verdade você nunca lembrou). Mas quando tentava fazer isso lembrava de quando você me abraçava, entrelaçava seus dedos nos meus, me fazia carinho, olhava em meus olhos com ternura, me dizia sempre oque eu queria ouvir, me beijava como nenhum outro beijava… e de como eu chegava em casa, deitava a cabeça no meu travesseiro e pensava: “Cara, ele é maravilhoso”. E sentia que um dia algo iria acontecer, que você era diferente dos outros e que pra você eu era diferente. Mas a realidade é que toda essa perfeição, e até o sentimento, nunca existiram. E eu sempre soube disso, mas quanto mais eu tentava me convencer disso mais eu pensava, e mais eu queria. E eu lutei pra passar. Mas apenas o tempo passou e esse sentimento ridículo continuou por mais que eu lutasse. Foram tantas perguntas sem respostas, tanta tolice minha, tanta ilusão, tanta bobeira, tanta vontade, tanto orgulho que eu já nem sei mais. E essa cisma só existiu porque você me proporcionou uma paixonite boa, destrutiva e muito construtiva, e eu só preciso de outro pra me fazer sentir isso de novo. E a cisma existe principalmente porque tudo ficou sem respostas. E eu sou viciada em respostas e mais viciada ainda em paixões. Sou viciada em sentir borboletas no estômago, em sentir meu coração palpitando, em ter sonhos de amor… Enfim, obrigado! Eu só tenho que te agradecer por me dar uma dose do meu vício. Por me dar boas linhas de um texto. Por me fazer pensar. Por me fazer perceber o quando sou imbecil e completamente imatura. Não me trouxe amor, nem uma paixão completa, nem dor, nem tristeza. Só uma paixonite construtiva, uma cisma infantil. No fim, um grande OBRIGADO é tudo oque eu tenho pra dizer. E é só isso que eu gostaria que você soubesse apesar de serem palavras escritas em vão, pois você nunca vai ler e eu nunca vou te dizer nada disso. Simplesmente deixa morrer, deixa passar… É claro que recaídas existem e as vezes pego você em um pensamento ou outro. A cisma passou e a paixonite também, mas os vícios são muito difíceis de serem curados.
(Dayane Carvalho)
domingo, 18 de dezembro de 2011
Tenho incontáveis textos incompletos, que penso, começo a escrever e de repente interrompo na metade.
Esse texto por exemplo, quase entrou para a lista de incompletos.
Não entendo porque tenho tanta dificuldade de me expressar. Por que não ponho tudo que está na minha cabeça pra fora?
Se eu tivesse terminado todos os meus textos, ou melhor, se eu conseguisse me expressar corretamente sobre tudo oque penso, transbordariam poemas, textos, frases…
As vezes seja um sinal de que meus pensamentos só devam pertencer a mim. Ou a culpa seja dos meus próprios pensamentos e sentimentos, que se exaltam tanto a ponto de se atropelarem. Ou a culpa seja minha por sempre querer uma conclusão que não existe.
Ah, não existe culpado! Os sentimentos não podem ser completamente definidos e nem os pensamentos perfeitamente explicados. Mas essa minha mania de sempre querer escrever mais uma linha nunca vai mudar, pra ela mudar ou eu paro de pensar, ou eu paro de sentir.
(Dayane Carvalho)
Esse texto por exemplo, quase entrou para a lista de incompletos.
Não entendo porque tenho tanta dificuldade de me expressar. Por que não ponho tudo que está na minha cabeça pra fora?
Se eu tivesse terminado todos os meus textos, ou melhor, se eu conseguisse me expressar corretamente sobre tudo oque penso, transbordariam poemas, textos, frases…
As vezes seja um sinal de que meus pensamentos só devam pertencer a mim. Ou a culpa seja dos meus próprios pensamentos e sentimentos, que se exaltam tanto a ponto de se atropelarem. Ou a culpa seja minha por sempre querer uma conclusão que não existe.
Ah, não existe culpado! Os sentimentos não podem ser completamente definidos e nem os pensamentos perfeitamente explicados. Mas essa minha mania de sempre querer escrever mais uma linha nunca vai mudar, pra ela mudar ou eu paro de pensar, ou eu paro de sentir.
(Dayane Carvalho)
(Amar)ga ilusão
Ando por ai na esperança de te ver
Numa esquina, num bar
Em todos os lugares que me lembram tanta você
Na simplicidade que se eterniza
Criando um novo ponto certo
Que eu olho fielmente
Com ternura esperando te ver
Querendo que nossos olhares se encontrem
Querendo sentir aquele calor repentino
Querendo fazer meu coração disparar
Querendo estremecer
Querendo fazer valer meu dia…
Mas nem sempre você está lá
E sou obrigada a me contentar com os meus sonhos
Que são a sua constante morada.
Lá é onde eu sei que você fielmente vai estar
Lindo e perfeito, do jeito que não é
Doce e meu, do jeito que eu gostaria que fosse.
(Dayane Carvalho)
Numa esquina, num bar
Em todos os lugares que me lembram tanta você
Na simplicidade que se eterniza
Criando um novo ponto certo
Que eu olho fielmente
Com ternura esperando te ver
Querendo que nossos olhares se encontrem
Querendo sentir aquele calor repentino
Querendo fazer meu coração disparar
Querendo estremecer
Querendo fazer valer meu dia…
Mas nem sempre você está lá
E sou obrigada a me contentar com os meus sonhos
Que são a sua constante morada.
Lá é onde eu sei que você fielmente vai estar
Lindo e perfeito, do jeito que não é
Doce e meu, do jeito que eu gostaria que fosse.
(Dayane Carvalho)

Tive um pesadelo nessa noite. Mas não haviam monstros, medo e nada típico de pesadelos. Havia eu e você. Havia amor, conversas longas, entendimento, sorrisos e abraços. Seria perfeitamente um sonho maravilhoso para qualquer um, mas pra mim não passa de um assustador pesadelo. Pesadelo que me persegue por várias noites, que vem assombrar, iludir e causar uma grande confusão dentro de mim. Vem me mostrar que você ainda está ali, em algum lugar da minha mente ou do meu coração. Vem mostrar que eu me enganei quando pensei te esqueci.
(Dayane Carvalho)
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